Maragojipe canta seus filhos

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Máscaras de Maragogipe representam a Bahia em festival na península ibérica


Distante da península ibérica, no sudoeste da Europa, mas perto de suas tradições, a cidade baiana de Maragogipe está representada no VIII FIMI - Festival Internacional de Máscaras Ibéricas, iniciado nesta quitna-feira em Lisboa, Portugal.

Uma coleção de máscaras do carnaval maragogipano, inspirado pelos tradicionais desfiles de entrudo, que foram introduzidos no Brasil pelos portugueses, no século XVI, faz parte da Mostra das Regiões, que acontece até domingo na Praça do Rossio, uma das principais na capital portuguesa.

As máscaras baianas, feitas pelo artista plástico Bartolomeu dos Anjos, o Barbudo, são um dos destaques do evento que reúne delegações de Portugal e Espanha, além da Bulgária, expondo suas máscaras e artesanatos típicos, produtos gastronômicos e vinhos.

O artista baiano levou ao país as cabeçorras, grandes máscaras produzidas com a técnica do papel machê, e está oferecendo oficinas durante o festival, utilizando os moldes de argila das figuras exóticas que são um diferencial no evento e chamam bastante atenção.

Todo ano, Barbudo confecciona cerca de 300 máscaras para o carnaval de Maragogipe, uma das poucas cidades da Bahia que ainda mantém a tradição dos desfiles de entrudo com foliões mascarados e fantasiados como figuras folclóricas, que saem nas ruas acompanhados por orquestras carnavalescas.

A ida da delegação baiana a Portugal teve apoio da AMMA (Associação de Músicos de Maragogipe) e Air Europa, e foi a convite da Progestur (Associação para o Desenvolvimento do Turismo Cultural), organizadora do festival em parceria com a Egeac (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural da Câmara Municipal de Lisboa).

Para o diretor do festival, Hélder Ferreira, é muito interessante ter a presença de um representante da cultura baiana. “Um artista com a dimensão de Barbudo, que expressa tão bem a arte popular brasileira, mostra que é importante estimular cada ano mais a participação do país nesse festival”, diz.

A diretora da Egeac, Lucinda Lopes, revela que o apoio financeiro da Câmara Municipal de Lisboa ao evento chega a 60 mil euros e esse tipo de investimento se repete em outros eventos durante todo o ano, sendo tão importante para manter a dinâmica cultural dos espaços públicos quanto necessário para atrair o fluxo turístico, motivando o turismo cultural em Lisboa – uma lição para a Bahia.

Fonte: Tribuna da Bahia